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Antigos presidentes da AAUM recordam anos de liderança


O novo presidente da Associação Académica da UMinho, Hélder Castro, vai tomar posse esta sexta-feira, dia 13, no salão medieval da Reitoria, no Largo do Paço, em Braga. O aluno do mestrado integrado em Arquitetura já assumia a vice-presidência da equipa liderada por Luís Rodrigues. Recuemos um pouco no tempo...

A Associação nasceu a 19 de dezembro de 1977 com o objetivo de responder às necessidades dos estudantes. Mas antes da formação legal da AAUM, houve uma pró-Associação que surgiu em 1975 aquando da criação da UMinho. Foi nomeada uma comissão constituída por elementos representantes dos três cursos existentes na Universidade: Engenharia, Formação de Professores e Relações Internacionais. A idada média dos elementos ronda os 25 a 30 anos: "É evidente que foi determinante porque as pessoas já pensavam de outra maneira. Já olhavam para a Universidade como um meio de formação, preparação para enfrentar a vida e tão rapidamente quanto fosse possível", frisa Jaime Reis, que fez parte da pró-Associação.

Há trinta anos foi eleita, pela primeira - e até agora única - vez, uma única mulher para defender os interesses dos alunos. Cacilda Moura (foto 1) frequentava a licenciatura de Ensino de Física e Química e assumiu a direção da AAUM em 1981/82. A antiga líder admite ser difícil fazer um "back to the past" de três décadas, mas recorda que as "coisas estavam muito mal", razão pela qual um grupo de estudantes decidiu candidatar-se à presidência da Associação. "Na altura só podiam votar os estudantes que eram sócios", afirma Cacilda Moura, que é agora professora do Departamento de Física da UMinho desde 1998. "Batemo-nos para que toda a gente pudesse votar e para que não houvesse partidos enfiados dentro da Associação". A reabilitação da sede, situada na rua D. Afonso Henriques (Braga), a elaboração dos primeiros estatutos da AAUM, o desenvolvimento de um sarau no Theatro Circo e a realização da primeira semana académica foram alguns dos projetos promovidos durante o seu mandato.

Jorge Castanho (foto 2) surgiu no ano letivo de 1983/84. Já tinha estado envolvido na organização de momentos festivos, nomeadamente a receção aos caloiros e a primeira semana académica. Na altura foi o único a candidatar-se: "Tinha imposto a mim próprio e à minha lista um limite mínimo de votos. Se eu não chegasse aos duzentos votos não aceitava liderar a Associação. Votaram mais...", admitiu o então presidente numa entrevista para a publicação "Presidências Reabertas", coordenada por António Durães. Durante o mandato foram levantadas várias questões sobre a deslocação dos alunos de Engenharia, que realizavam os dois primeiros anos em Braga e os três restantes em Guimarães. O representante conseguiu resolver o problema, negociando com o Ministério da Educação e alugando camionetas para este público-alvo.

No ano seguinte, o ex-secretário de Estado da Saúde e antigo presidente do Instituto Português da Juventude, Carlos Martins (foto 3), também tomou as rédeas da Associação. Estava inscrito no curso de Relações Internacionais e confessa ter "deixado uma cadeira em atraso" durante a presidência. "As grandes dificuldades sentidas por nós foram mais na área da ação social. O então ministro da Educação tinha abandonado o cargo... A AAUM teve um papel preponderante de liderança a nível nacional, o que veio dar azo a que as posições dos alunos fossem depois aceites pelo Governo", recorda Carlos Martins, que é hoje vice-presidente do Grupo SIRAM. A sua direção dedicou-se ao desenvolvimento de alguns serviços de apoio aos estudantes, nomeadamente no domínio das reprografias e das papelarias.

O atual responsável pelos Serviços de Ação Social da UMinho, Carlos Silva, também dedicou parte da sua vida estudantil a lutar pelos direitos dos alunos. A ideia de se candidatar surgiu "em conversas de café": "Começou com um grupo de amigos insatisfeitos, a pensar em alternativas à política da Associação, liderada então por José Eduardo Marques. Nascemos numa altura controversa, estava no auge a questão das propinas. Era uma tentativa de dar resposta a uma questão e um anseio da academia relativamente a um problema que não tinha sido resolvida ao longo do ano", explica. Durante o seu mandato, Carlos Silva promoveu a alteração dos estatutos e a legalização do traje. A quarta fotografia reúne (da esquerda para a direita) os líderes Roque Teixeira (2005/06), Carlos Silva (1993/94), Luís Coelho (1982/83), Pedro Soares (2007/09), Vasco Leão (2001/03), António Ressurreição (1975/76; 1979/80) e Jorge Cristino (2004), acompanhados pelo então reitor da UMinho, António Guimarães Rodrigues.

Vasco Leão (foto 5), atual administrador da Rádio Universitária da UMinho (RUM), confessa que a AAUM encontrava-se numa situação "caótica" quando assumiu a presidência. "A Associação estava sem recursos financeiros, valores, princípios, estratégia e, consequentemente, sem credibilidade". Durante os três anos de liderança teve como objetivo equilibrar as contas, acrescentar património e enquadrar a profissionalização de áreas de gestão, entre outros. O então aluno em Geografia e Planeamento recorda ainda a aproximação com a Reitoria e a realização da maior manifestação "de sempre" dos estudantes da UMinho contra as políticas aplicadas ao ensino superior. Na última imagem, Vasco Leão está nos estúdios da RUM a ser entrevistado pelo jornalista Alexandre Praça.



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