Ignorar Comandos do Friso
Saltar para o conteúdo principal
Portal UMinho

Detalhe do evento




Portal UMinho > PT > Comunidades e Redes > Detalhe do evento

Detalhe do evento

Voltar

Estudo internacional liderado pela UMinho redefine a função dos astrócitos no cérebro

Fotos
João Filipe Oliveira (foto: ICVS/Escola de Medicina da UMinho)
Morfologia complexa de astrócitos no hipocampo do cérebro
quarta-feira, 27/05/2026
João Filipe Oliveira (foto: ICVS/Escola de Medicina da UMinho)
Trabalho coordenado por João Filipe Oliveira sai hoje na prestigiada revista "Nature Neuroscience"

Um estudo internacional liderado por João Filipe Oliveira, do ICVS/Escola de Medicina da Universidade do Minho, redefine a função das células que apoiam os neurónios do cérebro (astrócitos), associando-as também a processos-chave como sinalização intracelular, equilíbrio de neurotransmissores e comunicação com neurónios. A sua organização em múltiplas escalas espaciais e temporais sugere um papel central na regulação neuronal e que parece expandir a capacidade (os graus de liberdade) do cérebro para processar informação.

O artigo científico é publicado hoje na reputada revista "
Nature Neuroscience", tendo como coautores investigadores dos EUA, Japão e Alemanha, entre outros. O trabalho partiu de uma reunião desta equipa, inserida numa conferência da Sociedade Internacional de Neuroquímica organizada por João Filipe Oliveira no Instituto de Investigação em Ciências da Vida e Saúde (ICVS) da Escola de Medicina da UMinho.

O trabalho examinou a complexa morfologia e diversidade molecular destas células em forma de estrela para entender a sua capacidade superior de comunicar com os neurónios e restantes células gliais nas múltiplas escalas espaciais, situadas entre as dezenas de nanómetros e os milímetros de tecido cerebral. Os astrócitos não são meras estruturas de suporte passivas, pois acumulam funções antes subestimadas que, por exemplo, podem variar consoante a patologia ou durante a evolução desta, refere João Filipe Oliveira.


Os autores antecipam que o seu novo quadro conceptual ajudará a orientar a investigação sobre o funcionamento saudável e patológico do cérebro. Ao melhorar a compreensão da organização e função dos astrócitos, os cientistas esperam obter novos dados de doenças neurológicas e psiquiátricas, tais como a doença de Alzheimer, a esclerose lateral amiotrófica ou a depressão. Grande parte do conhecimento em neurociências baseia-se em modelos de roedores mas os astrócitos humanos são mais complexos, pelo que o artigo sugere novos modelos que representem melhor essa complexidade.


João Filipe Oliveira considera que este trabalho destaca o percurso do ICVS-UMinho e de Portugal na neurociência global, evidenciando a capacidade de reunir investigadores de referência e criar novos paradigmas para orientar a investigação futura.
Doutorado em Medicina pela Universidade de Leipzig (Alemanha) e coordenador da Rede Glial Portuguesa, este investigador de 45 anos natural de Monção já obteve vários apoios científicos (Marie Curie, La Caixa, Bial, FCT) e foi o único português entre 80 investigadores de todo o mundo a assinar a Declaração de Consenso sobre a Reatividade dos Astrócitos em 2021.
  • Universidade do
    Minho
  • Largo do Paço
    4704-553 Braga
  • T.:253 601 100, 253 601 109
    E.: gcii@reitoria.uminho.pt
© Universidade do Minho - 2026