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Performance "Escuta" no Museu Nogueira da Silva

sexta-feira, 27.04.2018
Museu Nogueira da Silva, Av. Central, Braga
Performance "Escuta" a 27 de abril, às 21h30, no Museu Nogueira da Silva, uma unidade cultural da UMinho no centro de Braga. Direcção artística de Cristina Mendanha, coreografia de Gabriela Barros, cocriação de David Ramalho e Armando Pinho, desenho de luz de Sérgio Julião, sonoplastia de João Figueiredo e vídeo imagem de Play Bleu. Entrada livre.

Contextualização

Um arrepio na pele, um aperto no peito, um vazio, uma lágrima no olho... Cada corpo reage de forma diferente ao mesmo som. A mesma pessoa reage de diferentes formas ao mesmo som! Há quem seja hipersensível a certos sons e quem sinta outras sensações (cheiro, cor, imagem) através do som. O corpo transforma-se através da estimulação sonora e fala com o exterior. O nosso corpo não se limita a gostar ou não gostar, ele tem algo a dizer acerca do que recebe. A escuta do corpo é uma escuta activa, nunca podemos fingir distração. Através dessa escuta sentimos alegria, tristeza, medo, insegurança - e difcilmente o nosso corpo esconde o que sente, como se se tratasse de uma escuta de sobrevivência, pois o nosso corpo insurge-se a esses estados fisicamente para nos proteger. Mais do que ouvir o som e ver os corpos, escute a “música” e deixe-se contaminar pelas palavras que o seu corpo lhe está a comunicar.

+Info: www.mns.uminho.pt

Conferências "Arte e Dança" no Museu Nogueira da Silva

sábado, 28.04.2018
Museu Nogueira da Silva, Av. Central, Braga
Conferências "Arte e Dança - Tertúlia sobre Criação Artística" a 28 abril, a partir das 16h30, no Museu Nogueira da Silva, uma unidade cultural da UMinho no centro de Braga. Iniciativa de entrada livre, organizada pela Câmara Municipal de Braga no âmbito da terceira edição do programa “B de Dança” e do Dia Mundial da Dança.

PROGRAMA

16h30 | 1ª Conferência:
"A Dança e as outras Artes: Da Génese do Bailado Romântico aos Ballet Russes", por Fernando António Baptista Pereira, professor da Faculdade de Belas Artes de Lisboa
Ao afirmar-se como Arte Performativa no Mundo Teatral, a Dança estabeleceu constantes ligações quer com a Música e com a Poesia (suas parceiras entre as Artes Liberais tuteladas pelas Musas), quer com as Artes Visuais, aspirando à Obra de Arte Total ou, pelo menos, participando dela, se entendida como o espetáculo operático romântico. Ao longo deste período, a dança foi adquirindo e reforçando a sua autonomia e aperfeiçoando os argumentos e os ambientes cénicos, como os paradigmas dos papéis masculinos e femininos e ainda as sofisticadas técnicas baléticas. No início do século XX, os Ballets Russes, ao mesmo tempo que fixaram, para a posteridade, algumas das peças fundamentais do repertório oitocentista, iniciaram, durante vinte anos (1909-1929), uma renovação profunda que abrangeu não só a música e a coreografia como a cenografia e os figurinos, envolvendo artistas dos principais movimentos das Primeiras Vanguardas da Dança, da Música, das Artes Visuais e da própria Literatura.

18h00 | 2ª Conferência:
"A criação de um bailado sob a perspectiva dos criadores", por Fernando Duarte, José António Tenente, Joana Astolfi e Afonso Cruz"
Ao espectador oferece-se sempre a liberdade de ler, apreciar e interpretar as propostas dos artistas. Porém, a criação artística nunca poderá ser melhor descodificada do que pela explicação dos próprios criadores. Enquanto a criação do bailado "Murmúrios de Pedro e Inês" é o elo de ligação entre os criadores das várias componentes que o integram, cada criador fala sobre a sua perspetiva, os desafios e as singularidades da criação, podendo nesta conversa em tom informal colocar-se questões diretamente aos criadores.

+Info: www.mns.uminho.pt

Exposição sobre Almada Negreiros na Biblioteca Pública de Braga

De quinta-feira, 29.03.2018 até sexta-feira, 18.05.2018
Até 18 de maio. Biblioteca Pública de Braga
Exposição bibliográfica sobre o artista Almada Negreiros entre 29 de março e 18 de maio, no átrio da Biblioteca Pública de Braga (BPB), dando particular destaque à sua produção no domínio das letras. Entrada livre de segunda a sexta-feira, de 9h00-12h30 e 14h00-17h30. Iniciativa a assinalar os 125 anos do nascimento daquela figura ímpar do século XX em Portugal e no âmbito do ciclo expositivo “Efemérides” e das comemorações dos 175 anos da BPB, uma unidade cultural da UMinho situada em pleno centro da cidade.

Almada Negreiros (1893-1970) foi artista plástico, poeta, ensaísta, romancista e dramaturgo. Pertenceu, a par de nomes como Fernando Pessoa, Sá Carneiro, Santa Rita Pintor e Amadeu de Souza-Cardoso, à primeira geração de modernistas portugueses, dando um importante contributo para a publicação da "Orpheu", a revista estético-literária que se tornou um marco na vida cultural do país.

Contextualização

Considerado extravagante essencialmente por causa das suas atitudes em início de carreira, que mais não eram do que uma tentativa de demarcação dos valores vigentes, foi violento nos seus ataques aos mandarins culturais, como referiu no jocoso "Manifesto Anti-Dantas e por Extenso" ao classificar toda uma geração de "uma resma de charlatães e de vendidos." Joaquim Vieira sublinhou na fotobiografia sobre este autor que "surpreender, chocar, invectivar, com a ironia estampada no sorriso e a malicia no olhar era para Almada tão natural como respirar." Almada referiu que as suas obras "devem ser lidas pelo menos duas vezes pelos mais inteligentes e daí para baixo é sempre a dobrar."

Já o "Ultimatum Futurista às Gerações Portuguesas do século XX", que apresentou oralmente a 14 de abril de 1917 no Teatro República e, no fim desse ano, foi publicado na Revista Portugal Futurista foi outro marco do seu combate pelo modernismo. "É preciso criar a pátria portuguesa do século XX", repetiu-o nesse polémico manifesto, desiludido com a nacionalidade: "Não tenho culpa de ser português, mas sinto a força para não ter, como vós outros, a cobardia de deixar apodrecer a pátria." O desejo que o animava era indignar os portugueses, induzindo-os a construir uma nação de cultura mais atualizada. Apesar de se ter reinventado permanentemente, de ter uma obra polifacetada e uma fervorosa produção poética, as iniciativas referidas no início da sua carreira marcaram toda a sua vida, condicionada pelos conceitos "Orpheu" e "Futurismo".

Fontes:
- www.dglb.pt/sites/DGLB/Portugues/autores/Paginas/PesquisaAutores1.aspx?AutorId=8783
- Machado, Álvaro Manuel (org.). Dicionário de Literatura Portuguesa, Lisboa, Presença, 1996

+Info: www.bpb.uminho.pt

Exposição "Bom dia", de Alexandre Conefrey e Pedro Sousa Vieira, no Museu Nogueira da Silva

De sábado, 10.03.2018 até sábado, 26.05.2018
Museu Nogueira da Silva, Av. Central, Braga
Exposição "Bom dia", de Alexandre Conefrey e Pedro Sousa Vieira, entre 10 de março e 26 de maio, na galeria da universidade do Munseu Nogueira da Silva, uma unidade cultural da UMinho no centro de Braga. Entrada livre.

+Info: www.mns.uminho.pt

Exposição "Um brinde à natureza", de Ester de Sousa e Sá, na Casa Museu de Monção

De sábado, 7.04.2018 até segunda-feira, 30.04.2018
Casa Museu de Monção
Exposição de pintura "Um brinde à natureza", de Ester de Sousa e Sá, de 7 a 30 de abril na Casa Museu de Monção, uma unidade cultural da UMinho naquela vila do Alto Minho. Inauguração a 7 de abril, às 15h30. Entrada livre de terça a sexta-feira, das 9h30-17h00 e ao sábado, das 14h00-18h00.

Apresentação de 25 telas a óleo, cinco delas paisagens africanas e as restantes a projetar flores entre os vinhedos de Monção, que se estendem ao longo do rio Minho e para o lado da Galiza. A vindima no Douro, algumas naturezas mortas em que o elixir de Baco, as uvas e vinho tornaram-se motivos evidenciados, havendo por isso ainda uma referência à Foz do Douro e um brinde ao Porto e seu famoso vinho, perante um pôr-do-sol incandescente.

"Há muito que nasceu em mim o fascínio pela arte de pintar, tendo as minhas primeiras telas nascido em finais dos anos 1960. Gosto de pintar o que vejo, sentindo na alma o que pinto. Tenho como principal mote de inspiração a natureza. Sempre em constante mutação, oferece-nos paisagens deslumbrantes em qualquer estação do ano", descreveu a autora.

Ester de Sousa e Sá - nota biográfica

Nasceu em Portugal e, ainda criança, imigrou em 1952 com os pais para Beira, em Moçambique. Mudaram-se em 1954 para uma colónia Inglesa, onde Ester cresceu e fez os estudos. Depois do casamento voltou para Moçambique e, em 1975, por força das circunstâncias, foi viver para a África do Sul com a família.

Apesar de ter seguido carreira bancária, a sua paixão pelas artes levou-a à pintura no final dos anos 1960, quando vivia em Moçambique. Foi desenvolvendo a sua técnica e o que começou como um desafio tornou-se uma paixão. O modo que escolhe para expressar a criatividade é sobretudo através de aguarela e tintas a óleo.

+Info: www.casamuseumoncao.uminho.pt/