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Arte e Medicina: Um Diálogo Inspirador com Jorge Marques na EMED
20/03/2025 - 13/02/2026
No âmbito do Curso de Artes & Humanidades,
integrado na unidade curricular "Percursos Complementares em
Medicina" do 2.º ano da Escola de Medicina da Universidade do Minho
(EM-UM), tivemos o privilégio de receber Jorge Marques, vocalista da banda
Tarântula e artista plástico, para um encontro memorável.
A conversa, conduzida num ambiente de sala de aula, reuniu Adriana Henriques, docente e coordenadora da UC, e Óscar de Barros, médico e músico, que se juntou a este diálogo enriquecedor. Durante a sessão, Jorge Marques partilhou a sua trajetória artística e musical, destacando a importância da arte em todas as fases da vida académica e profissional dos estudantes de Medicina. Destacou ainda como um percurso artístico paralelo pode contribuir para o bem-estar e a realização pessoal dos futuros médicos.
A sala de aula foi transformada num palco de
expressão artística, onde os participantes tiveram contacto direto com as obras
plásticas do autor e visualizaram vídeos musicais da sua autoria. Este encontro
promoveu uma troca de experiências intensa e interativa, na qual os alunos
puderam dialogar abertamente, colocando questões ao convidado e partilhando as
suas próprias vivências artísticas.
A relação entre Arte e Medicina não é nova,
mas eventos como este reforçam o papel fundamental da criatividade no
desenvolvimento humano e na formação médica. Esta iniciativa reflete o
compromisso da EM-UM em proporcionar uma formação holística, que integra
diferentes formas de expressão e pensamento crítico.
No seu percurso plástico, Jorge Marques
realiza uma fusão singular entre o vocabulário tradicional da abstração e da
figuração.
As suas obras, de dimensões variadas, são marcadas por um colorido
intenso e por uma riqueza imagética exuberante, que resultam numa presença
visual impactante. Estruturas vegetais e animais, que expressam a diversidade
cromática e formal da natureza, constituem o eixo central da sua expressão
artística.
As suas composições, tanto visuais quanto
musicais, obedecem a um formalismo meditativo e mantêm-se fiéis a uma
identidade estética própria. A aplicação densa das cores confere às suas obras
um brilho cristalino e simultaneamente enigmático, criando uma autêntica
celebração das escalas tonais.
A sua obra pictórica é um convite a mergulhar
num universo onírico, revelando "Fragmentos do Imaginário".