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Miguel Oliveira – Prémio de Mérito Científico da UMinho 2026
Fotos
quarta-feira, 18/02/2026
“Fazer a diferença motiva-nos diariamente!”
Podia ter sido jogador profissional de futebol, mas a ciência chamava-o desde criança quando observava as estrelas. Um acontecimento marcante e triste na sua infância havia de direcionar o seu futuro para a área da saúde. Viveu dois anos no Japão, gosta de cozinhar e é um pai de família muito atento. Joaquim Miguel Antunes Correia de Oliveira tem 48 anos e é natural de Caldas das Taipas, Guimarães. Cresceu curiosamente ali, “paredes meias” com o atual AvePark, onde trabalha e persegue soluções para “ajudar a melhorar a vida dos pacientes”, como refere.
Miguel Oliveira é um proeminente cientista português. É investigador principal com agregação e vice-presidente do
I3Bs
– Instituto de Biomateriais, Biodegradáveis e Biomiméticos da Universidade do Minho. É considerado um dos mais respeitados especialistas em biomateriais, engenharia de tecidos e nanomedicina, detém vasta publicação científica, patentes e distinções, como o Fellow of Biomaterials Science and Engineering (FBSE) atribuído pelo International College of Fellows of Biomaterials Science and Engineering, na Coreia do Sul, a propósito da Conferência Mundial de Biomateriais em 2023.
Miguel Oliveira está a trabalhar no desenvolvimento de vários dispositivos médicos, métodos de biofabricação e novas soluções terapêuticas, incluindo um dispositivo de diagnóstico para o cancro colorretal, um dos cancros mais letais em Portugal. A equipa que lidera pretende que este dispositivo consiga identificar e isolar marcadores biológicos associados a esta doença através da análise do sangue dos pacientes. Fomos conhecer o homem por trás do cientista que quer “fazer a diferença”.
Como é um dia típico do cidadão Miguel Oliveira
Tipicamente levanto-me cedo, com a normal azáfama matinal em família a preparar os meus três filhos no pequeno-almoço, para os levar para o colégio. Pelas 9h00 já estou pelo I3Bs e na minha agenda tenho reuniões, leio os meus emails e discuto uma série de questões do meu trabalho com as equipas. Normalmente, reúno com o professor Rui Reis. Tenho também, por vezes, as representações institucionais e a coordenação da infraestrutura, mas também passo muito do meu tempo em trabalho editorial para uma revista científica da qual sou editor-chefe. Pouco depois das 17h00, saio e vou buscar os miúdos e levo-os às atividades extracurriculares – gosto de assistir aos treinos deles. No regresso, faço o jantar para a família, pois gosto muito de cozinhar, uma tarefa que vejo como um ato de amor e de dádiva à família. Depois preparamos os miúdos para o descanso, pois deitam-se relativamente cedo, com a história à minha mais pequenina e depois fico com algum tempo mais tranquilo, que me dá para relaxar, pensar um pouco ou escrever, antes de dormir.
Como ocupa os seus tempos livres e de lazer?
Tenho os
hobbies
em
stand-by
, pois gosto muito de futebol e de correr – principalmente só, como momento de terapia e reflexão. Porém, tendo dois filhos pré-adolescentes, passo muito tempo com eles a treiná-los, juntamente com um grupo de amigos, e é um dos meus momentos de lazer atuais. Gosto também de assistir às competições de Fórmula 1.
E que preferências tem a cozinhar?
Gosto de experimentar. Gosto da cozinha mundial. Como vivi dois anos no Japão, sei fazer comida asiática, gostamos de sushi e fazemos em casa, por vezes faz-nos passar uma tarde de sábado a preparar uma refeição. E gosto muito da nossa gastronomia, como bom português aprecio um bom vinho ou uma cerveja, mas muito moderado, não sou de grandes referências.
Como olha para o mundo?
Eu informo-me sobretudo com notícias online. Tenho alguns alertas de informação no computador e telemóvel. Informo-me sobre o mundo, sobre a universidade, mas também notícias regionais, pois interesso-me muito com as dinâmicas locais, já estive envolvido com o Centro Social Padre Manuel Joaquim de Sousa, com a Taipas Turitermas e estou atento à televisão depois de jantar. Tento estar sempre a par sobre o que me rodeia. Gosto muito de seguir a evolução da economia mundial.
Mas o mundo está cheio de desafios. Quais são as suas maiores preocupações pessoais?
Acho que a inteligência artificial traz desafios grandes, porque pode trazer algo de extraordinariamente fantástico, mas também coisas extraordinariamente prejudiciais, na medida em que a maioria das pessoas não está preparada, não fala e não percebe esta linguagem. As sociedades precisam acordar para esta necessidade e esta nova realidade. Além disso, a natureza e os impactos que a mão humana tem no planeta também me preocupam, quer ao nível das alterações climáticas quer no meio ambiente. Precisamos de estar alerta e passar esta mensagem às novas gerações, porque as repercussões podem ser irreversíveis e isto é algo que me inquieta enquanto pai, cidadão e cientista.
Como cresceu em criança?
Eu tenho o privilégio de trabalhar exatamente no local onde cresci. Sou taipense, cresci a dois quilómetros do AvePark e durante a infância fui muito feliz aqui na colina, no Castro Sabroso, na citânia brincávamos muito sem imaginar que aqui, um dia, havia de ser implantado um centro de ciência e tecnologia – trata-se de uma infraestrutura científica que é referência nacional e mundial na área da engenharia de tecidos e medicina regenerativa.
As soluções em que trabalha hoje estavam nos seus horizontes enquanto jovem?
Fui sempre muito curioso desde miúdo, a explorar a natureza e o meio envolvente. Subia ao telhado da minha casa a contemplar as estrelas e refugiava-me nos bosques... Desde muito cedo tive a paixão pela natureza e pela investigação. Também via muitos desenhos animados – por exemplo, “Era uma vez a Vida” e “Era uma vez o Corpo Humano” – que estimulavam a minha curiosidade e o meu gosto pelo corpo humano e pela ciência.
Seria feliz a fazer outra coisa na vida?
Sinceramente, tenho muitas dúvidas que fosse igualmente feliz. A realização que eu tenho no meu trabalho é muito difícil de igualar. Desde muito pequeno sabia que era isto que eu queria e por isso eu vivo a ciência e a minha forma de estar é muito dedicada ao que faço. Tornou-se o meu estilo de vida.
Das lesões músculo-esqueléticas ao diagnóstico do cancro...
Quando entrou a biomédica na sua vida?
Muito cedo, pois infelizmente perdi cedo a minha mãe na luta que ela teve de travar contra um cancro. Por isso, desde os meus 10 anos de idade sabia que queria trabalhar na área médica. O meu percurso foi naturalmente para as ciências, também confirmei que tinha aptidão para essa área. No ensino secundário e superior fiz esse caminho como uma decisão fácil. Fui pela bioquímica, mas como gostava muito das ciências médicas fiz a pós-graduação em engenharia biomédica. Mais tarde, surgiu a possibilidade de vir para a UMinho, numa colaboração com um grupo de investigação na área clínica em Osaka (Japão) – onde estive dois anos – e acabei por fazer o doutoramento na área da engenharia de tecidos, medicina regenerativa e células estaminais.
É puramente cientista por vocação ou também é feliz a lecionar?
Eu sou muito curioso e gosto muito de estar no laboratório. Mas também tenho esta paixão de dar aulas. A minha carreira é de investigador, mas gosto muito e nunca digo que não, nomeadamente na pós-graduação, ou a convite noutras universidades, porque também me apaixona contactar as novas gerações de alunos e investigadores e tentar inspirá-los no seu caminho.
Tem também os cargos de gestão.
Os investigadores com algum percurso de carreira têm de ter essa capacidade de substituir em alguns momentos a bata por um blazer, porque a ciência obriga-nos a encarar esta responsabilidade, que é muito importante. A ciência feita no laboratório e todo o ecossistema científico passam também pela gestão das instituições e infraestruturas científicas, pela captação de financiamento ou mesmo na criação e promoção de novas redes colaborativas. Por outro lado, há um conjunto de competências e de conhecimentos que têm de ser transferidos para a sociedade. No meu caso, não só acumulo a responsabilidade de vice-presidente do Instituto I3Bs, mas também nomeadamente na Comissão de Ética para a Investigação Clínica em Portugal, onde toda a minha “bagagem” serve a comunidade e está ao serviço da sociedade noutras valências. Esta é também uma parte fundamental das minhas responsabilidades.
Imaginou, no ponto de partida, todos os caminhos que foram percorridos por si ao longo deste tempo?
Quando comecei – pelos anos 2000 – li num artigo na revista
Nature
que quem apostasse na área da engenharia de tecidos nunca estaria desempregado nos próximos 30 a 40 anos. Lembro-me que isso mexeu comigo e senti um ímpeto para apanhar essa onda, sendo um dos pioneiros da área. Não consigo prever onde irei estar no fim da carreira, mas o meu objetivo é fazer a diferença na área biomédica, ajudar pacientes e, se puder fazê-lo na área do cancro, então melhor. Mas sei que as responsabilidades burocráticas na minha carreira têm aumentado, pelo que não descartarei a importância dessas responsabilidades institucionais, mesmo que isso possa tirar algum tempo ao meu trabalho de laboratório.
Qual é o seu grande projeto académico?
Neste momento, o meu foco está em duas grandes linhas de investigação: no tratamento de lesões músculo-esqueléticas e no diagnóstico e terapias do cancro. O trabalho e as competências que tenho vindo a desenvolver em engenharia de tecidos para tratamento de lesões músculo-esqueléticas, todo este conhecimento acumulado, pode servir no tratamento do cancro e, nesse sentido, podemos fazer a diferença de algum modo. Já o estamos a fazer, com todas as tecnologias emergentes que usamos em engenharia de tecidos e medicina regenerativa, que estão agora disponíveis para a criação de alguns dispositivos de diagnóstico para o cancro, nomeadamente para o cancro colorretal. Há a possibilidade de criar uma
start-up
e colocar estes dispositivos no mercado.
Enquanto investigador, qual é o seu objetivo mais imediato?
Desenvolver estes dispositivos médicos, que, após termos patenteado, esperamos colocar no mercado num período de dois a três anos. Sendo um dispositivo de diagnóstico, é mais fácil, pelo que estamos a desenvolver ensaios clínicos com cerca de 100 pacientes – vamos a meio do estudo, mas os resultados são já muito promissores – e daí avançarmos para uma ronda de financiamento e criarmos um projeto empresarial para levar o produto para o mercado.
O Prémio de Mérito Científico 2026… que significado tem para si?
É um grande estímulo e motivo de orgulho. Faz-nos motivar – a mim, mas também às pessoas que comigo trabalham – e apostar mais na continuidade da afirmação desta especialidade científica, que está em crescimento nestas últimas duas décadas. Quando estive no Japão, diziam-me várias vezes “Ganbatte ne!”, isto é, “Dá o teu melhor!”. É isso que tenho feito ao longo do tempo. É essa a nossa motivação diária nesta equipa. Por isso, é excelente termos o reconhecimento da nossa casa pelo que temos vindo a fazer.
Texto: Pedro Costa
Foto: Nuno Gonçalves
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